HISTÓRIAS
O seminário foi fundado 43 anos após a criação da diocese. E na bula de criação da diocese “Pastorale Romani Pontíficis Officium” de 10 de dezembro de 1915, o papa Bento XV já lembrava a obrigação de a diocese ter um seminário. O que aconteceu nesse período entre a criação da diocese e a fundação do seminário?
Tudo começou com nosso primeiro bispo (1920-1933), dom Carloto Fernandes da Silva Távora. Em 1928, ele promoveu uma semana de estudos em Manhuaçu quando desenvolveu na diocese a Obra das Vocações Sacerdotais (OVS). Como a diocese não tinha seminário, os alunos iam para Mariana e Crato, terra natal de dom Carloto. Em 1929 eram 9 seminaristas. Cada paróquia da diocese contribuía com uma importância. As paróquias maiores davam um conto de réis, as médias davam setecentos mil réis e as menores trezentos mil réis.
Para suprir a falta de sacerdotes, dom Carloto apoiou totalmente o padre Júlio Maria De Lombaerd para a fundação das duas congregações de sacramentinos, além de entregar a maior paróquia da diocese, Carangola, para os padres claretianos. Em 1933, a diocese contava com 38 padres: 33 diocesanos (sendo 19 estrangeiros) e 5 religiosos (2 em Manhumirim e 3 em Carangola). Nesse mesmo período a diocese tinha 13 seminaristas: 6 no seminário maior e 7 no menor.
Dom Carloto morreu no dia 27 de novembro de 1933. O segundo bispo (1935-1936) é dom José Maria Pereira Lara. Mas, como vemos, por um curto período. As vocações diminuem. De 13 seminaristas em 1933, restam apenas 5 em 1937. O sonho do seminário parece mais distante.
È então que chega dom João Batista Cavati, 1938. Suas atitudes serão fundamentais para que o sonho do seminário “renasça das cinzas”. Diz ele em sua Carta Pastoral de Saudação: “Nossa alma sorri de suave e celeste alegria, quando a imaginação projeta na tela do porvir a visão do seminário de Caratinga, abrigando dezenas de jovens escolhidos pelo Senhor”. O primeiro passo foi dado em 22 de outubro de 1942, quando dom Cavati adquire o terreno onde hoje está localizado o jubilando.
Outro passo importante foi a nomeação de um diretor diocesano para a OVS, padre Antonio Vieira Coelho (1939-1942). Mas é em 1946 que a OVS deslanchou. Um jovem e ardoroso sacerdote assume a direção da OVS movimentando sua paróquia e toda a diocese m torno de um ideal vocacional: padre Othon Fernandes Loures. O número de seminaristas que era de 16 em 1946, passou para 27 no ano seguinte
Para incentivar as vocações foram realizadas as “Semanas Diocesanas de Vocações”, sempre coordenadas por padre Othon. Foram 11 semanas ao todo, de 1948 a 1958. A partir da realização dessas semanas, foi incentivada a criação das “Bolsas das Vocações”, um depósito bancário cujos juros eram para manter um seminarista no seminário. Além de rezar pelas vocações, a OVS também dava apoio financeiro.